Mulheres sem religião: a experiência vivida em coletivos feministas
Tese de Doutorado Acadêmico
Autor(es)
Renata Fernandes Maia de Andrade (Andrade, Renata Fernandes Maia de) / renata0212@yahoo.com.br
Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião
Área de conhecimento
TEOLOGIA
RELIGIAO E CULTURA
Orientador(es)
Flávio Augusto Senra Ribeiro
Banca Examinadora
Giseli do Prado Siqueira ( PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS )
Sandra Duarte de Souza ( PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS )
Maria José Fontelas Rosado-Nunes ( PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO )
Claudia Danielle Andrade Ritz ( ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL )
20/03/2026
Mulheres sem religião: a experiência vivida em coletivos feministas
Palavras-chave em Português
Ciência da religião aplicada
Coletivos feministas
Estudos de gênero
Feminismo
Mulheres
Performance de gênero
Sem religião
A tese analisa a trajetória religiosa de mulheres que se autodeclaram sem religião pertencentes a coletivos feministas, buscando compreender como a desinstitucionalização religiosa pode ser explicada pelas performances de gênero exigidas nas instituições religiosas. O estudo tem como objetivo identificar os elementos que contribuíram para o afastamento dessas mulheres das igrejas e investigar de que modo elas constroem formas próprias de crença e não crença. Adota como metodologia as práticas discursivas de produção de sentido para analisar as entrevistas semiestruturadas realizadas com oito mulheres pertencentes à União Brasileira de Mulheres e ao Coletivo Di Jeje. No primeiro capítulo, apresenta-se a trajetória religiosa das entrevistadas, evidenciando processos de ruptura institucional, ressignificações da fé e relações entre infância, família e obrigatoriedade religiosa. O segundo capítulo desenvolve o marco teórico, articulando feminismo, gênero e performatividade, com destaque para Judith Butler e a necessidade de racializar o debate. O terceiro capítulo analisa as tensões entre feminismo, religião e performances de gênero, destacando a incompatibilidade entre os modelos normativos de feminilidade das igrejas e as múltiplas identidades femininas das entrevistadas. A tese conclui que a desinstitucionalização decorre da rejeição de performances de gênero impostas pelas instituições religiosas e não da ausência de fé. Demonstra também que essas mulheres, quando possuem algum tipo de crença, constroem práticas religiosas autônomas e fluidas. O estudo contribui para suprir lacunas nos campos de gênero nas Ciências da Religião, destacando a centralidade das experiências vividas femininas como produção legítima de conhecimento.
Mujeres sin religión: la experiencia vivida en colectivos feministas
Palavras-chave em Espanhol
Ciencia de la religión aplicada
Colectivos feministas
Estudios de género
Feminismo
Mujeres
Performance de género
Sin religión
La tesis analiza la trayectoria religiosa de mujeres que se declaran sin religión y pertenecen a colectivos feministas, buscando comprender cómo la desinstitucionalización religiosa puede explicarse por las actuaciones de género exigidas en las instituciones religiosas. El estudio tiene como objetivo identificar los elementos que contribuyeron al alejamiento de estas mujeres de las iglesias e investigar cómo construyen sus propias formas de creencia y no creencia. Adopta como metodología las prácticas discursivas de producción de sentido para analizar las entrevistas semiestructuradas realizadas a ocho mujeres pertenecientes a la Unión Brasileña de Mujeres y al Colectivo Di Jeje. En el primer capítulo se presenta la trayectoria religiosa de las entrevistadas, poniendo de relieve los procesos de ruptura institucional, las reinterpretaciones de la fe y las relaciones entre la infancia, la familia y la obligatoriedad religiosa. El segundo capítulo desarrolla el marco teórico, articulando feminismo, género y performatividad, con especial atención a Judith Butler y la necesidad de racializar el debate. El tercer capítulo analiza las tensiones entre feminismo, religión y performances de género, destacando la incompatibilidad entre los modelos normativos de feminidad de las iglesias y las múltiples identidades femeninas de las entrevistadas. La tesis concluye que la desinstitucionalización se deriva del rechazo de las actuaciones de género impuestas por las instituciones religiosas y no de la ausencia de fe. También demuestra que estas mujeres, cuando tienen algún tipo de creencia, construyen prácticas religiosas autónomas y fluidas. El estudio contribuye a llenar las lagunas en los campos de género en las Ciencias de la Religión, destacando la centralidad de las experiencias vividas por las mujeres como producción legítima de conocimiento.
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